"Dora pode ter sido a chave que deixei cair pelo ralo. algemado fiquei. talvez ela não tivesse acrescentado muito na minha vida material, tenho uma certa certeza disso. ela nunca quis muito com o mundo. mas parte de mim ficou lá com ela. uma parte que eu precisava descobrir. que merda! eu só precisava dessa parte para seguir meu caminho. não de Dora, mas do pedaço."
ele havia escrito isso numa folha de papel amassado, com um pedaço de lápis carcomido que havia na bolsa. ele ficou se perguntando sobre a vida. tempo voou e Dora ele viu. porra nenhuma, meu caro, porra nenhuma. o pedaço não está em lugar nenhum senão nele mesmo. é muito fácil depositar responsabilidades.
21 abril, 2015
19 abril, 2015
mar
peixe nada peixe anda peixe vive peixe bóia peixe erra peixe gosta peixe acorda peixe ama peixe quer peixe tem medo peixe vem peixe voa peixe nada peixe nada nada peixe não hesita peixe chora peixe afaga não afoga e peixe vazio o pensamento peixe nesse mar peixe.
12 abril, 2015
11 abril, 2015
10 abril, 2015
01 abril, 2015
é mentira
eu ainda estou muito longe de descobrir respostas. isso é complicado...
talvez precisássemos de um tempo até você entender o que se passa comigo.
acho que criamos muitas verdades absolutas. não é bem assim. eu não sou quem você conhece. não sou tão perturbada! mas algo me prende cá dentro, que não me deixa me achar. há uma mulher dormindo aqui. por fora, menina. muito sensata, mas que mal sabe o que faz. ela sempre foi muito paradoxal. open your mind, little girl.
preciso escrever para Augusta. e preciso de respostas.
escrevo, percebo alguém atrás de mim bisbilhotando. percebo uma, duas, três vezes. sou sempre eu, tentando descobrir meus segredos.
talvez precisássemos de um tempo até você entender o que se passa comigo.
acho que criamos muitas verdades absolutas. não é bem assim. eu não sou quem você conhece. não sou tão perturbada! mas algo me prende cá dentro, que não me deixa me achar. há uma mulher dormindo aqui. por fora, menina. muito sensata, mas que mal sabe o que faz. ela sempre foi muito paradoxal. open your mind, little girl.
preciso escrever para Augusta. e preciso de respostas.
escrevo, percebo alguém atrás de mim bisbilhotando. percebo uma, duas, três vezes. sou sempre eu, tentando descobrir meus segredos.
06 janeiro, 2015
de vez em sempre
às vezes me deixo de lado
me largo
não me abraço
não me beijo
não sou
não sou e não ser de mim o que me faz?
o que se faz?
eu me volto
volto querendo carinho
chorando
me pedindo perdão
faço promessas
e acredito
acredito em minhas mentiras
me largo
não me abraço
não me beijo
não sou
não sou e não ser de mim o que me faz?
o que se faz?
eu me volto
volto querendo carinho
chorando
me pedindo perdão
faço promessas
e acredito
acredito em minhas mentiras
21 julho, 2014
08 junho, 2014
boa sorte!
sempre quis ser engraçado. e inteligente, mas o mais inteligente. o melhor em alguma coisa, qualquer que seja. quis ser naturalmente simpático, amigável e imponente.
não sou nada disso. ao mesmo tempo gosto de poder ser o que quiser na hora que me convém. mas também ao mesmo tempo não sei quem sou nem me recordo de quem já fui. as únicas imagens de mim são meus reflexos. e fotos. é triste não poder se ver fora dos próprios olhos.
levantei. olhei-me refletido no espelho e busquei autoaceitação. uns onze buracos na cara, um nariz que me incomoda, um dente a menos - por enquanto - e bochechas. puta que pariu. eu invejo o amor próprio.
tirei fotos para a posteridade. temo não lembrar de minhas características, até das que mais desprezo. provavelmente também por isso escrevo.
mas antes de escrever, fui ler. fui ler o que já escrevi e as migalhas que deixei cair aqui. e é nessas horas... ah, nessas horas! nelas eu mais me detesto. eu me enojo. não é justo comigo.
não sou nada disso. ao mesmo tempo gosto de poder ser o que quiser na hora que me convém. mas também ao mesmo tempo não sei quem sou nem me recordo de quem já fui. as únicas imagens de mim são meus reflexos. e fotos. é triste não poder se ver fora dos próprios olhos.
levantei. olhei-me refletido no espelho e busquei autoaceitação. uns onze buracos na cara, um nariz que me incomoda, um dente a menos - por enquanto - e bochechas. puta que pariu. eu invejo o amor próprio.
tirei fotos para a posteridade. temo não lembrar de minhas características, até das que mais desprezo. provavelmente também por isso escrevo.
mas antes de escrever, fui ler. fui ler o que já escrevi e as migalhas que deixei cair aqui. e é nessas horas... ah, nessas horas! nelas eu mais me detesto. eu me enojo. não é justo comigo.
24 agosto, 2013
em boa companhia
veja só: desfruto do mais delicioso sabor das coisas. tenho uma mulher bonita, amigos poucos - 'inda bem! pai-mãe-irmã-tio-tia-vó-primo-cachorro-papagaio-gato-periquito. eu tenho tudo. tenho fé, pé, mão, olho e respiro - repito.
agora faz-me rir, faz-me ver, cara. cara porque você é um malandrão como eu... assim fica mais fácil te aceitar na minha vida.
tenho vida de rei e não quero nem entrar no ônibus? a janela não garanto, mas a viagem... eu pego sim.
agora faz-me rir, faz-me ver, cara. cara porque você é um malandrão como eu... assim fica mais fácil te aceitar na minha vida.
tenho vida de rei e não quero nem entrar no ônibus? a janela não garanto, mas a viagem... eu pego sim.
21 julho, 2013
domingo
esse ambiente desconfortável. a mulher que foi pra rua. suor nas articulações. silêncio que eu não suporto. música de sobriedade, o gato se espreguiça e faz barulho. barriga grande de tanta porcaria mas o nariz respira, todo o resto funciona. o barulho de chaves já vem roubar minha solidão. pé balança no ar um ritmo entrou no lugar da calmaria. cabelo secando sozinho. nada no lugar, desenhos atrasados e roupas amassadas que nem ferro dá jeito. acabou o perfume. passou desodorante gelado. frase nenhuma faz sentido mas já se sabe que é assim mesmo. só uma toalha, a da semana passada na cadeira. troca a música chata. ela liga, cheia de gente. ainda bem, tá voltando. ufa. todo dia um muito dela e é assim que quero ser quando crescer. preciso aprender a renovar. reencantar. sei que não existe. obrigada pelos quatrocentos e seis.
esse era o final já escrito. em tudo sempre comecei pelo fim. um pedido: que toda essa bagunça seja abençoada.
10 junho, 2013
de passagem
Já faz um ano, amigo, já faz um ano! Já faz um ano e eu nem escrevi isso hoje! Mas eu precisava vir te contar... Tanta coisa mudou... Mas eu não tenho tempo e preciso ir, vou ver João. É, aquele mesmo ainda, espero que sempre. Estamos bem, estamos jovens e alma idem. Preciso mesmo partir. Deixo-te um sorriso e uma boa lembrança de mim. Vê se te cuida, não esquece de mim! Quando der eu volto!
12 maio, 2013
encontro
Outro dia encontrei André. Estava muito diferente. Não o reconheci, mas ele veio ao meu encontro. Disse minha irmã, eu todo não sou mais eu. Mas que raios? Pensei quieta, mas depois entendi que ele matou uma parte de si - ou pelo menos calou - porque acho que passado a gente não pode apagar assim. Pois bem, pois bem...
28 março, 2013
15 novembro, 2012
fogos de marasmo e João
cento e cinquenta e oito dias e vivo. mais forte, (mas e mais) cheio de mim. gente grande acorda cedo, escova os dentes e vai trabalhar. quem diria...
João cuida muito bem de mim, e eu dele. tudo nos conformes. hoje fomos passear de bicicleta e eu respirei vida bem fundo. só pensava uma coisa: se morrer, morro o ser mais feliz do mundo.
João cuida muito bem de mim, e eu dele. tudo nos conformes. hoje fomos passear de bicicleta e eu respirei vida bem fundo. só pensava uma coisa: se morrer, morro o ser mais feliz do mundo.
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