ando parado. fiquei muito tempo trancado aqui. aqueles tempos foram difíceis. hoje meu menino me deixa solto, vou e volto despreocupado e já não paro. há tanto a gente não se encontra... eu tive saudades, sabia? imagino que você não. ou sim - mas não precisa admitir. o menino metafórico que fantasia suas realidades hoje nem me consulta mais.
o caminho foi longo e cá estamos sós. quando eu chego é sempre assim. tiro seu sono, sua paz, sua paciência - nos velhos tempos, sua sanidade. eu sempre muito egocêntrico, você sabe. agora aprendi a ir sem mandado. meu eu não admite mais esse ultraje.
ainda será - eu dentro, você fora - como nos últimos anos.
eu vou me acostumar com isso.
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08 dezembro, 2016
29 março, 2016
mais uma mentira
eu ia dizer que às vezes rezo a deus pra encontrar Tadeu. seria mais uma das mentiras que eu conto, já não rezo há muito tempo. mas gostaria. eu sempre tive certeza de que não o esqueceria.
era matar ou morrer. não escolhi, mas me deixaram viver. sobrevivi em meio ao pó. ele dorme. vivo, liberto. ele hiberna há anos em mim. já vai para o sexto ano e eu tomo mais de meio litro de café por dia.
esse texto nunca teve fim.
era matar ou morrer. não escolhi, mas me deixaram viver. sobrevivi em meio ao pó. ele dorme. vivo, liberto. ele hiberna há anos em mim. já vai para o sexto ano e eu tomo mais de meio litro de café por dia.
esse texto nunca teve fim.
07 novembro, 2015
não só
essa noite ou dia eu não sei a ordem dos travesseiros mas sonho acordado com seus outros tantos que nem sei se são ou santos
a corda na goela eu mesmo amarro pra não engolir nem vomitar
eu minto e me invento
nem deus sabe se minhas cenas são tangíveis e eu deitado no colchão duro de inverdades soltas amargas claras
verdades envenenadas
amadas
era uma vez um menino que nunca foi menino
a corda na goela eu mesmo amarro pra não engolir nem vomitar
eu minto e me invento
nem deus sabe se minhas cenas são tangíveis e eu deitado no colchão duro de inverdades soltas amargas claras
verdades envenenadas
amadas
era uma vez um menino que nunca foi menino
05 novembro, 2015
(d)o nada
você sabe, eu não sei mais aparecer. eu sumi. abriu a janela, era uma vez. você deixou ele ir. deixou não, você jogou lá do alto do septuagésimo quarto andar sem dó sem piedade sem pensar em nada sem razão sem consideração e eu tenho vontade de te matar te bater te socar cada vez que você vem até mim com essas gracinhas essas ironias essas formalidades bestas essas provocações essa estupidez de nariz em pé e cara de quem não me conhece e que não se importa e não quer nada e não fala nada afinal eu não sou nada quem sou eu mesmo?
nada foi o que tinha de ser. nada é tudo que sei de você. e também o que eu já posso ser. e o que você pode não fazer. ou onde isso vai dar. pode não ser nada disso. mas eu não posso fazer nada.
nada foi o que tinha de ser. nada é tudo que sei de você. e também o que eu já posso ser. e o que você pode não fazer. ou onde isso vai dar. pode não ser nada disso. mas eu não posso fazer nada.
14 agosto, 2015
ele é, eu só
mais uma vez éramos eu e ele. como sempre. dormimos e acordamos. não conseguimos sair de casa e passamos a tarde juntos, almoçamos juntos, vimos o tempo passar. ele me desejou felicidades, agradeci. chorei. choramos. ele beijou meu rosto, choramos ainda mais. de soluçar, de sufocar e não inspirar. ele resolveu jogar uma água no corpo ensanguentado pra lavar a alma. eu fui. ele me ensaboou, me fez carinho e me deu um abraço apertado. eu só tenho você. naquele momento éramos um que nunca foram dois. eu não posso mais, André. mas fomos. somos um só e eu só.
12 agosto, 2015
ode
ganhei um vômito de presente e o alter ego de volta. tinha que ser esse puto! tinha que ser e lá vou eu engolindo toda essa merda mais uma vez regurgitando esse veneno espinho que me torce desconcerta e despontua. você ainda insiste em aspirar essa porra desse ar que não te inspira que sufoca maltrata desforma embaraça traça larga disso, caralho! larga desse fogo que te carboniza desse lençol desse uso desse abuso desse engano discurso sem fecho arrego paz sem sossego sem verdade. você não larga. você é comedido e comido. ele faz o que quer e o que não quer. ele te devora. ele devora o mundo e eu passo fome de você.
24 julho, 2015
querer
eu parecia bem. eu estava seguro. não mergulharia.
foi quando desejei ser amado. eu queria vivê-lo. queria respirá-lo.
eu o queria em meu ventre, entranhado.
eu o queria amarrado, suado, rasgado, arfado.
eu o queria em cada canto dos meus cantos.
eu o queria cantado.
encantado.
eu o queria amarrado, suado, rasgado, arfado.
eu o queria em cada canto dos meus cantos.
eu o queria cantado.
encantado.
eu fui perdendo o controle em minutos. ele me falava de seus outros homens e eu engolia as fantasias que desciam espinhadas pela minha garganta.
nunca compreendi o porquê.
ele me perguntou o que se passava.
eu nunca fui bom com palavras, meu bem.
ele estava se alistando para tomar conta de mim.
eu não poderia permitir. ele me disse não tenha medo. eu fiquei fodido de medo.
23 julho, 2015
aquele cara
eu lembro daquela época como se fosse ontem.
eu havia conhecido Maurício há um mês.
ele me interessara, mas eu tinha certeza de que ele não era o cara. essas coisas que a gente sempre ignora.
quando parei naqueles braços, ele me trouxe o movimento.
eu estava cansado e fodido. cheio de fumaça tosse pergunta problema despacho. carregava o mundo nas costas mais uma vez.
então ele trouxe a leveza.
foram cinco dias e quatro noites. ele se dizia nas brechas e meu eu predador caçava seu olhar. eu o via desenrolar e contava cada minuto para fitá-lo. era a melhor parte. eu mergulhava em seus olhos e lá me perdia ao desvendar seus sorrisos.
eu havia conhecido Maurício há um mês.
ele me interessara, mas eu tinha certeza de que ele não era o cara. essas coisas que a gente sempre ignora.
quando parei naqueles braços, ele me trouxe o movimento.
eu estava cansado e fodido. cheio de fumaça tosse pergunta problema despacho. carregava o mundo nas costas mais uma vez.
então ele trouxe a leveza.
foram cinco dias e quatro noites. ele se dizia nas brechas e meu eu predador caçava seu olhar. eu o via desenrolar e contava cada minuto para fitá-lo. era a melhor parte. eu mergulhava em seus olhos e lá me perdia ao desvendar seus sorrisos.
ele almava a graça.
seu toque áspero irreconhecível só calafriava ainda mais meus poros.
naquele dia outonou no inverno. e eu fui vivendo de neologismos. não tinha mais vocabulários pra ele.
Maurício me entrelaçou em suas pernas apertou forte e eu só desejei ser sufocado. seu cheiro nunca mais saiu de mim.
seu toque áspero irreconhecível só calafriava ainda mais meus poros.
naquele dia outonou no inverno. e eu fui vivendo de neologismos. não tinha mais vocabulários pra ele.
Maurício me entrelaçou em suas pernas apertou forte e eu só desejei ser sufocado. seu cheiro nunca mais saiu de mim.
22 junho, 2015
soco no estômago
no bilhete, os mais variados elogios:
"arrogante hipócrita filha da puta mimada do caralho. invejosa julgadora babaquinha moralista que tem raiva de tudo que no fundo da alma sempre desejou. você mente. você é uma mentira. você é a mentira.
"arrogante hipócrita filha da puta mimada do caralho. invejosa julgadora babaquinha moralista que tem raiva de tudo que no fundo da alma sempre desejou. você mente. você é uma mentira. você é a mentira.
que merda de imagem de mulher perfeita é essa que você quer passar? VOCÊ NÃO PODE BANCAR ISSO. vive, porra! sai de cima do muro, vive e para de olhar pro lado, assume seus erros e seus desejos, para de querer ser perfeitinha engomadinha amor da vida melhor do mundo incomparável insubstituível porque VOCÊ NÃO É. existem muitos e muitas iguais a você. você é só mais uma que até tem sua presença, mas o mundo não é seu.
entre mim e você é amor e ódio, você sabe. talvez isso não vá mudar."
01 maio, 2015
sabichão
ele sabe ser um idiota como ninguém. ele sabe. ele sabe ser um babaca prepotente grosseirão e acha que pode vir fazer e acontecer e que todos têm de vir a ele e que o mundo gira em torno dele e que ele é o dono da razão e de toda a cartela de cores de sentimentos. ele não é o dono da dor. ele não é o dono da raiva. ele não é o dono da angústia, do inconformismo.
ele vê mas não enxerga, ele age e não pensa, ele cala e não mede, ele faz e não crê. ele faz que não entende.
meu caro, veste sua carapuça de camurça que lá no cartório sobrou uma culpa pra você também.
24 abril, 2015
céu
"só mais três minutos, eu não disse.
desejei a escada sem fim e não quis que se fosse nunca mais. tendo a prolongar. e mudar o tempo. ele corre ali.
eu me senti impotente e cru, não sabia por onde começar. menino. é muito medo.
fui dois. fui milhares. fui e voltei e fui e estou de volta dando voltas nas ondulações e desenhos. na pele branca. no rubor. como é. sintonia e sinfonias que a gente não reconhece, palavras favoritas. fui lua, fui céu. fui."
10 abril, 2015
08 junho, 2014
boa sorte!
sempre quis ser engraçado. e inteligente, mas o mais inteligente. o melhor em alguma coisa, qualquer que seja. quis ser naturalmente simpático, amigável e imponente.
não sou nada disso. ao mesmo tempo gosto de poder ser o que quiser na hora que me convém. mas também ao mesmo tempo não sei quem sou nem me recordo de quem já fui. as únicas imagens de mim são meus reflexos. e fotos. é triste não poder se ver fora dos próprios olhos.
levantei. olhei-me refletido no espelho e busquei autoaceitação. uns onze buracos na cara, um nariz que me incomoda, um dente a menos - por enquanto - e bochechas. puta que pariu. eu invejo o amor próprio.
tirei fotos para a posteridade. temo não lembrar de minhas características, até das que mais desprezo. provavelmente também por isso escrevo.
mas antes de escrever, fui ler. fui ler o que já escrevi e as migalhas que deixei cair aqui. e é nessas horas... ah, nessas horas! nelas eu mais me detesto. eu me enojo. não é justo comigo.
não sou nada disso. ao mesmo tempo gosto de poder ser o que quiser na hora que me convém. mas também ao mesmo tempo não sei quem sou nem me recordo de quem já fui. as únicas imagens de mim são meus reflexos. e fotos. é triste não poder se ver fora dos próprios olhos.
levantei. olhei-me refletido no espelho e busquei autoaceitação. uns onze buracos na cara, um nariz que me incomoda, um dente a menos - por enquanto - e bochechas. puta que pariu. eu invejo o amor próprio.
tirei fotos para a posteridade. temo não lembrar de minhas características, até das que mais desprezo. provavelmente também por isso escrevo.
mas antes de escrever, fui ler. fui ler o que já escrevi e as migalhas que deixei cair aqui. e é nessas horas... ah, nessas horas! nelas eu mais me detesto. eu me enojo. não é justo comigo.
20 setembro, 2012
fadiga nº1
Às vezes sinto-me tão asqueroso, arrogante, mal-educado. Esqueço-me quem fui e quem procuro ser agora. Monto toda uma imagem distorcida sem nem mesmo precisar de espelhos e, de repente, cá estou eu com cabelos desgrenhados, unhas mal-cortadas e um hálito péssimo. Sou incapaz de sair da imaginação. Imutável. Estaticamente grosseiro, impaciente, intolerante, preguiçoso. Preocupações dariam-me muito trabalho, pensar me estafaria. Sou quase pintura, num tom blasé - palavra que pouco me agrada. Sobrenome: fadiga. Porém, esse não sou nem posso ser. Disposição, homem. Vê se te olha. Exercício matinal de reconhecimento. Dessa vez tenho sono, sete reais no bolso, almoço na geladeira. Dessa vez não arde, não protela, não desgasta, não morre. Thanks, God.
20 julho, 2012
um novo encontro
Bom dia, minha irmã. Estou aqui, sempre estive. Apenas sou outro.
Um outro. São. 10kg a mais e menos barbado.
Só não larguei do cigarro, mas Carolina e toda aquela gente se mandaram. Tô aqui, sou eu e sou cheio de vírgulas.
Um outro. São. 10kg a mais e menos barbado.
Só não larguei do cigarro, mas Carolina e toda aquela gente se mandaram. Tô aqui, sou eu e sou cheio de vírgulas.
13 junho, 2012
limpa
olha, eu não queria fazer drama. você sabe que não. desde o dia em que não vi mais o seu reflexo no imbecil do espelho retangular do meu quarto eu não sou mais eu. talvez eu tenha perdido meu nome. eu acho isso um tanto piegas e demorei três dias para pegar no papel.
você se foi e eu estou cinco quilos mais magro. estava sem banho, cabelo desarrumado. eu estava desajeitado como nunca. hoje tive febre mais uma vez e meu corpo pediu seus olhos me velando por dentro. liguei o chuveiro e lá fiquei por uma hora e quinze minutos. tentei te lavar de mim e tirar toda essa doença de mim. mas só tive a mulher de pele branca que não me larga. eu só tive ela.
você se foi e eu estou cinco quilos mais magro. estava sem banho, cabelo desarrumado. eu estava desajeitado como nunca. hoje tive febre mais uma vez e meu corpo pediu seus olhos me velando por dentro. liguei o chuveiro e lá fiquei por uma hora e quinze minutos. tentei te lavar de mim e tirar toda essa doença de mim. mas só tive a mulher de pele branca que não me larga. eu só tive ela.
10 junho, 2012
carta não entregue
Escrevo essa a carta a um velho amigo, outrora amante, mas que sempre significou algo que eu nunca soube identificar. Por ele tenho um puro carinho. A ele, que sofreu minhas angústias, que se viu enganado por mim mas nunca deixou de me afagar; a ele, que capturava os ângulos mais bonitos, até mesmo os que eu nem sabia que existiam em mim.
Manoel, homem de essência poética, sutileza e fervor. Eu sempre o admirei. Por sua beleza, inteligência, destreza e também por caber em meu abraço. Talvez nunca tenha dito. Não, não disse.
Lembro de todas as vezes que o vi, esnobei, amei, magoei, enganei. Manoel não nasceu para ser tratado de tal maneira e de repente por isso a vida lhe deu logo um novo amor. Um amor que espero ser à altura do que ele merece, que o complete e o faça se sentir mais vivo todas as manhãs. Eu me conforto com isso e fico grato.
Eu queria poder te falar, Manoel, mas ainda não sei exatamente o quê. Eu queria poder te fazer um filme com tudo o que aconteceu que você não presenciou. Eu escondi o que tinha de mais bonito e não permiti que você fizesse parte de mim, Manoel, mas você conseguia saber e dizer o que eu sentia sempre. E eu nunca soube como você fazia isso.
Sorrio, Manoel, por te ver sorrindo hoje. Pleno, como eu queria. E como você será sempre, deus queira... Ou aquele cara que você inventou uma vez, tanto faz.
Reli suas cartas hoje e por isso escrevo. Porque hoje entendi que você enxergava mais longe do que eu imaginava. Como pude não notar? Eu sei a resposta, você também, e me sinto tão orgulhoso em afirmar que nada daquilo faz parte de mim agora, e não foi fácil. Custei a largar do pé de Carolina e também a aceitar que não poderia mais vê-la. Ela me destruiu pouco a pouco em pouco tempo. Chorei, Manoel, chorei muito. Tremi, contorci, quis desaparecer. Mas valeu a pena no fim das contas. Ainda vale. Eu queria que você estivesse aqui pra ver.
Hoje me proponho a ajudar outros caras e isso me faz vivo. Hoje amo, sorrio, choro, sinto, leio, estudo, produzo, crio e faço arte - como criança. Receio não te ver mais por aí, mas guardei algumas partes suas que você semeou por aqui. Fico com essas lembranças de um grande amigo e venho lhe pedir um sincero perdão por todas as vezes que feri seu coração. Não quero mais me sentir o pior dos caras e por isso me comprometi a me desculpar com os que machuquei. Você foi o principal deles, além de mim - mas eu já me perdoei. Portanto, perdoe-me, Manoel, pelos venenos que te fiz tomar por tabela. Perdoe-me, Manoel, por cada vez que te fiz sofrer. Você merece essa vida toda e muito mais.
Um grande abraço com muito carinho.
Manoel, homem de essência poética, sutileza e fervor. Eu sempre o admirei. Por sua beleza, inteligência, destreza e também por caber em meu abraço. Talvez nunca tenha dito. Não, não disse.
Lembro de todas as vezes que o vi, esnobei, amei, magoei, enganei. Manoel não nasceu para ser tratado de tal maneira e de repente por isso a vida lhe deu logo um novo amor. Um amor que espero ser à altura do que ele merece, que o complete e o faça se sentir mais vivo todas as manhãs. Eu me conforto com isso e fico grato.
Eu queria poder te falar, Manoel, mas ainda não sei exatamente o quê. Eu queria poder te fazer um filme com tudo o que aconteceu que você não presenciou. Eu escondi o que tinha de mais bonito e não permiti que você fizesse parte de mim, Manoel, mas você conseguia saber e dizer o que eu sentia sempre. E eu nunca soube como você fazia isso.
Sorrio, Manoel, por te ver sorrindo hoje. Pleno, como eu queria. E como você será sempre, deus queira... Ou aquele cara que você inventou uma vez, tanto faz.
Reli suas cartas hoje e por isso escrevo. Porque hoje entendi que você enxergava mais longe do que eu imaginava. Como pude não notar? Eu sei a resposta, você também, e me sinto tão orgulhoso em afirmar que nada daquilo faz parte de mim agora, e não foi fácil. Custei a largar do pé de Carolina e também a aceitar que não poderia mais vê-la. Ela me destruiu pouco a pouco em pouco tempo. Chorei, Manoel, chorei muito. Tremi, contorci, quis desaparecer. Mas valeu a pena no fim das contas. Ainda vale. Eu queria que você estivesse aqui pra ver.
Hoje me proponho a ajudar outros caras e isso me faz vivo. Hoje amo, sorrio, choro, sinto, leio, estudo, produzo, crio e faço arte - como criança. Receio não te ver mais por aí, mas guardei algumas partes suas que você semeou por aqui. Fico com essas lembranças de um grande amigo e venho lhe pedir um sincero perdão por todas as vezes que feri seu coração. Não quero mais me sentir o pior dos caras e por isso me comprometi a me desculpar com os que machuquei. Você foi o principal deles, além de mim - mas eu já me perdoei. Portanto, perdoe-me, Manoel, pelos venenos que te fiz tomar por tabela. Perdoe-me, Manoel, por cada vez que te fiz sofrer. Você merece essa vida toda e muito mais.
Um grande abraço com muito carinho.
02 junho, 2012
20 maio, 2012
M
Eu preciso vomitar
mil coisas mil pessoas
mil amores mil valores
mil desgostos mil substâncias
mil preconceitos mil dívidas
mil cachos mil olhos verdes
mil células mil cobertores
mil tomates mil panquecas
mil cenas mil desenhos inacabados
mil poemas não-recitados mil toques muito esperados
mil coisas mil pessoas
mil amores mil valores
mil desgostos mil substâncias
mil preconceitos mil dívidas
mil cachos mil olhos verdes
mil células mil cobertores
mil tomates mil panquecas
mil cenas mil desenhos inacabados
mil poemas não-recitados mil toques muito esperados
batuques e Dora
Mas que merda que merda que merda mas que merda você parece que não entende a falta que faz eu procuro o tempo todo e nada - não uma simples companhia eu quero mais que isso eu quero baby, eu vou aonde você for e é só disso que eu preciso eu só preciso cortar tomates rindo da sua cara de palhaça e dos seus olhos lindos. Dora, I would do it, i would say it, I would mean it, we could do it.
E mais uma vez eu não consegui fugir de falar de você mulher mais uma vez eu não consegui dormir parado pensando eu só batucava com os dentes algumas músicas ridículas mais uma vez eu não consegui escrever mais uma palavra depois que você apareceu na minha cabeça.
E mais uma vez eu não consegui fugir de falar de você mulher mais uma vez eu não consegui dormir parado pensando eu só batucava com os dentes algumas músicas ridículas mais uma vez eu não consegui escrever mais uma palavra depois que você apareceu na minha cabeça.
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